Inimá de Paula
Itanhomi, 1918-1999Óleo s/ tela
Ass. Inf. direito
“ (...) Tudo o que deseja Inimá, com sua pintura, é alcançar uma atmosfera vibrátil para a cor. Como ele diz: 'Trabalhar o quadro sem magoá-lo, de forma espontânea, fluídica, uma pincelada, outra, mais outra, mas sem perder o sentido da forma, buscando sempre a ressonância e vibração da cor'. " (Frederico Morais)
Inimá é conhecido como "o fauve brasileiro" em razão das cores fortes e vibrantes com que pinta e que são de fato característica marcante do seu trabalho. São vermelhos, azuis, amarelos e verdes que parecem puros e são inscritos na tela com movimentos vigorosos.
Entretanto, durante toda sua carreira, Inimá também realiza obras em que os brancos e cinzas dominam. Seja nas paisagens urbanas de Santa Teresa, seja nas marinhas cearenses, ou mais tardiamente nas vistas mineiras, o branco é utilizado como cor, conferindo ainda mais tranqüilidade às cenas já praticamente desprovidas de ação.
Outro ponto que costuma definir a obra de Inimá é a predominância da paisagem, especificamente a urbana. A combinação da arquitetura com a natureza permite ao pintor realizar composições muito equilibradas, em que tende a cobrir a maior parte da tela, deixando pouco espaço para o céu, alternando as cores organizadas no casario com as manchas de cor da vegetação. O artista também pinta retratos, naturezas-mortas e composições abstratas.
Em 2008 foi inaugurado em Belo Horizonte o Museu Inimá de Paula, o espaço reúne um acervo permanente dedicado ao pintor raçando um panorama completo de sua vida e obra, iniciado após o registro de quase duas mil obras em seis anos e da edição histórica de dois volumes de obras catalogadas em 2008.
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