Djanira
Avaré, São Paulo, 1914-1979Óleo s/ tela
Ass. Inf. esquerdo e verso
Localizado Campos de Jordão, São Paulo
Hotel Toriba
“Sendo uma das grandes pintoras de nossa terra, ela é mais do que isso, é a própria terra, o chão onde crescem as plantações, o terreiro da macumba, as máquinas de fiação, o homem resistindo à miséria. Cada uma de suas telas é um pouco do Brasil”. (Jorge Amado)
“Dja”, como era chamada pelos amigos, ou “Nira”, como falava seu papagaio, foi uma das maiores pintoras brasileiras. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré (SP) em 1914 e teve uma infância turbulenta. Aos 17 anos, resolveu ir para São Paulo. Na capital, foi vendedora, cozinheira, costureira e até chapeleira.
Aos 25 anos, Djanira mudou-se para o Rio de Janeiro, ela voltou a costurar, abriu uma pensão no bairro de Santa Teresa, e nas paredes de lá exibia os desenhos que fazia. Ao encomendar um vestido, uma cliente se surpreendeu com aqueles trabalhos. No dia seguinte, levou um amigo pintor – o romeno Emeric Marcier – para ver os desenhos. Ele também adorou o que viu e fez um acordo com Djanira: ele lhe daria aulas de pintura em troca de hospedagem na pensão. E foi assim que Djanira ficou íntima das tintas, telas e pincéis.
A artista viajou pelo País para pesquisar e se inspirar sobre seus temas favoritos: o cotidiano dos trabalhadores, festas populares e cenas religiosas.
Além das telas, Djanira trabalhou com xilogravura, gravura em metal, cartazes e cenários. Também fez desenhos para tapeçaria e azulejaria. Ela produziu intensamente ao longo de sua vida, deixando centenas de obras – boa parte delas abrigadas no Museu Nacional de Belas-Artes.
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