Leilão de Arte - Edição outono de 2026
A TNT Arte inicia a temporada 2026 — ano em que completa 25 anos de existência — com seu Leilão de Outono. São apresentados mais de 160 lotes, abrangendo pinturas, esculturas, gravuras e desenhos. Esta edição oferece uma visão diversificada da arte moderna, contemporânea e popular, reunindo artistas de grande relevância no cenário nacional e internacional.
Entre os destaques desta edição, figuram obras de Genaro de Carvalho, Lorenzato, Inimá de Paula, Manabu Mabe, Beatriz Milhazes e Paulo Roberto Leal. Somam-se a eles desenhos de Portinari e gravuras de Picasso, assinadas a lápis, pertencentes à célebre "Série 347" de 1968. No campo da escultura, celebrando a força da tridimensionalidade brasileira, destacam-se trabalhos de Vera Torres, Artur Pereira, Véio e Mestre Jason. Já na arte popular, evidenciam-se obras de Rosina Becker do Valle, Antonio Poteiro, José Sabóia, Adelson do Prado e Heitor dos Prazeres, entre outros nomes de peso.
Com o intuito de resgatar nossa história, retomamos oficialmente a tradição dos leilões sazonais, com edições especiais de Outono, Inverno, Primavera e Verão. Aproveitamos esses marcos do calendário para incentivar o colecionismo, criando oportunidades raras de adquirir peças valiosas e valorizar acervos particulares. Para investidores e entusiastas, nossos leilões são ocasiões estratégicas para ampliar coleções com obras de prestígio, especialmente neste início de temporada.
Nossa equipe esta à disposição para orientar e acompanhar todo o processo de arremate, enviar detalhes dos lotes e receber presencialmente em nossa galeria.
Desejamos a todos um excelente leilão!
Exposição
13/03/2026-24/03/2026Leilão
24 Março 2026, às 19:00h-
Lote arrematado
Artur Pereira
Cachoeira do Brumado, 1920 -2003Sem titulo
Escultura em madeira representando presépio com animais Natural de Cachoeira do Brumado (MG), Artur Pereira é um dos maiores mestres da escultura em madeira no Brasil. De formação autodidata e origem humilde, iniciou sua produção sistemática na década de 1960, transpondo para o cedro um repertório visual que une a vivência rural à sensibilidade sagrada, transformando o ofício de artesão em uma expressão artística de vanguarda. Sua técnica é célebre pelo uso do monobloco, em que esculpe figuras complexas a partir de uma única peça de madeira, sem emendas. Com um estilo marcado por formas curvilíneas e síntese geométrica, suas famosas "galhadas" e grupos de animais possuem uma modernidade que transcende o rótulo de arte popular, alcançando uma pureza formal admirada por críticos e colecionadores. Consagrado em exposições como a Mostra do Redescobrimento, o artista possui obras em acervos de prestígio, como o Museu Afro Brasil e o Museu Casa do Pontal. Sua produção é um pilar da identidade mineira e permanece como uma das mais valorizadas no mercado de arte nacional por sua autenticidade e execução técnica impecável.Lote 40 Lote vendido -
Não vendido
Beatriz Milhazes
Rio de Janeiro, 1960Pink Sunshine, 2021
Serigrafia em cores s/ papel Fabriano Da Série Museu in Progress, Vienna Edição 56 de 100 Ass. e datado no verso O trabalho de Beatriz Milhazes é muito marcado por formas orgânicas, arabescos, flores e colunas tendo como referência o barroco, a art déco, a arte pop e a cultura popular brasileira. Ao longo de sua carreira desenvolveu uma técnica própria de pintura com colagens. São imagens criadas a partir da aplicação de tinta acrílica sobre superfícies de película plástica, que, quando secas, são coladas sobre a tela. Milhazes é hoje um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira, tendo realizados inúmeras exposição no cenário nacional e internacional. Suas obras fazem parte do acervo de importantes museus como o Museum of Modern Art (MoMa), o Guggenheim e o The Metropolitan, em Nova York, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa e na Fondation Cartier, em Paris.Lote 72 -
Não vendido
Inimá de Paula
Itanhomi, 1918 -1999Bairros de Belo Horizonte, 1987
Óleo sobre tela Ass. inf. direito e verso Reproduzido no livro pág 196 Inimá de Paula nasceu em Minas Gerais e iniciou sua trajetória artística explorando a força das cores, elemento que se tornou o pilar de sua identidade visual. Conhecido como o "fauve brasileiro", o pintor utilizava tons puros e vibrantes de vermelho, azul, amarelo e verde, aplicados com movimentos vigorosos que conferem uma atmosfera fluídica e espontânea às suas telas. Sua técnica buscava alcançar uma ressonância cromática única: ele trabalhava as pinceladas de forma a manter a vibração da cor sem ferir a estrutura do quadro, preservando sempre o sentido da forma. Embora tenha pintado retratos e naturezas-mortas, sua obra é definida pela paisagem urbana. Nessas composições, Inimá equilibrava arquitetura e vegetação, preenchendo quase toda a tela e deixando pouco espaço para o céu. Em 2008, o legado do artista foi consolidado com a inauguração do Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. O espaço abriga um acervo permanente que traça um panorama completo de sua carreira, fruto de um expressivo esforço de catalogação que registrou quase duas mil obras.Lote 43 -
Não vendido
Cândido Portinari
Brodoswki, 1903 -1962Cabeça de Mulher, 1959
Desenho a pastel e grafite sobre papel Esta catalogada no Projeto Portinari sobre número FCO 6188 CR 5139 Participou da Exposição, sendo reproduzido no Livro Kaleidoskop Der Moderne pág. 221 e 295 do Museu Staatliches Museum Ass. e datado inf. centro.Lote 54 -
Não vendido
Paulo Roberto Leal
Rio de Janeiro, 1946 -1991Quasar, 1982
Óleo s/ tela Ass. verso Possui certificado de autenticidade e procedência do Projeto Concreto Realizada em 1982, Quasar representa um momento de maturidade na produção de Paulo Roberto Leal, marcado pela redução formal e pela investigação da estrutura pictórica. A composição é construída a partir de planos escuros e uma geometria rigorosa, criando uma presença sólida e silenciosa no espaço da tela. Como em grande parte de sua obra desse período, o artista explora a tensão entre massa e vazio, fazendo com que formas simples adquiram uma dimensão quase arquitetônica. O título da obra amplia essa leitura. Um quasar é um dos fenômenos mais energéticos do universo: núcleos extremamente luminosos de galáxias distantes, alimentados por buracos negros supermassivos que liberam quantidades colossais de energia. Apesar dessa intensidade, os quasars aparecem no céu como pontos discretos e silenciosos, quase como estrelas distantes. Ao adotar esse título, Leal cria um contraste poético entre a aparente sobriedade da pintura e a ideia de energia concentrada e invisível. A forma geométrica escura, compacta e centralizada pode ser percebida como um núcleo de força latente, onde o silêncio visual da composição abriga uma potência interna. Assim, a obra sugere que, por trás da simplicidade e do rigor construtivo, existe uma dimensão simbólica profunda — uma espécie de energia cósmica condensada na linguagem da pintura.Lote 75 -
Não vendido
Antônio Poteiro
Braga, Portugal, 1925 -2010Ciranda Ritual (atribuido década 70)
Pote de cerâmica Argila cozida com aplicações de figuras que circundam o bojo em dois estágios, unidas através dos pés e das mãos Apresenta restauro na parte de baixo devido à fissura natural causada por dilatação na queima, visível apenas no fundo, virando o vaso. Antônio Batista de Souza, conhecido internacionalmente como Poteiro, foi um dos maiores expoentes da arte popular e espontânea do Brasil, cuja alma se manifestava primordialmente no barro. Português de nascimento e goiano de coração, iniciou sua jornada como mestre artesão na produção de objetos utilitários, mas foi na escultura em cerâmica e no barro cozido que rompeu a fronteira construindo monumentos de cosmogonias particulares, onde o barro ganha vida em formas complexas que fundem o sagrado e o profano com o folclore regional sob uma perspectiva de profunda conexão com a terra. No universo de suas esculturas e vasos, Poteiro desenvolveu uma linguagem única de verticalidade e aglomeração. Seus potes deixam de ser recipientes para se tornarem suportes de narrativas densas, povoados por santos, animais, flores e figuras humanas que parecem brotar da própria argila. O uso técnico do barro cozido, muitas vezes preservando a cor natural da queima ou recebendo policromias vibrantes, confere às suas obras uma robustez tátil e uma dignidade ancestral, testemunho da capacidade de Poteiro em transformar a matéria bruta em um ecossistema de símbolos, consolidando-o como um mestre que esculpiu a identidade brasileira com as mãos.Lote 26
