


Rodrigo Andrade (1962)
Látex e óleo sobre mdf
Participou de exposição na Galeria Millan
Rodrigo Andrade (São Paulo, 1962), é um artista que atua como pintor, gravador e artista gráfico desde a década de 1980. Ganhador de diversos prêmios, participou de exposições coletivas e individuais tanto no Brasil quanto no exterior, destacando-se as 23ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo, a 6ª Bienal Interamericana (Colômbia) e a 2ª Bienal de Havana (Cuba), entre outras. Sua obra integra importantes coleções públicas, como a do Museu de Arte de Brasília, Instituto Cultural Itaú, Museu de Arte da Pampulha, MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, além de fazer parte de diversas coleções particulares.
Durante seus anos de formação, Andrade frequentou o ateliê de Sérgio Fingermann, além de ter estudado na França e na Escócia. Começou a produzir nos anos 1980, quando integrou o grupo Casa 7, ao lado de Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez, Nuno Ramos e Paulo Monteiro. A pintura inicial de Rodrigo Andrade, influenciada também pelo neoexpressionismo alemão, era apresentada em grandes formatos, caracterizada por pinceladas expressivas e cores fortes. Variando entre fases figurativas e abstratas até meados dos anos 1990, sua obra sofreu significativas mudanças a partir de 1999, momento em que passou a criar obras nas quais espessas massas de tinta a óleo, em formas geométricas simples, são aplicadas sobre a tela em pares ou quartetos. Sua pintura, então, passou a estabelecer diálogos com os lugares onde estava inserida, como em "Lanches Alvorada", onde as placas de tinta foram aplicadas diretamente nas paredes de um bar do centro de São Paulo, em 2001, ou em "Paredes da Caixa", de 2006, e, ainda, em "Óleo sobre", apresentado na Pinacoteca em 2010.
Segundo a curadora Thaisa Palhares, “desde o princípio, Rodrigo Andrade não questiona a potência individual de suas massas de cor. (...) A libido, energia motriz de toda ação, encontra-se plasmada nessas formas geométricas à espera de um detonador. O contato entre elas e o entorno irá ativar essa energia. O resultado é um curioso processo de singularização que se dá por meio de troca e contaminação. (...). Ao distender as fronteiras de sua pintura, Rodrigo Andrade assume um risco. Tudo poderia resultar em puro efeito decorativo, se não se acreditasse na possibilidade de diferenciação”.
Mais recentemente, outra grande mudança aconteceu em seu trabalho, que retomou a figuração na série "Matéria noturna", apresentada na 29ª Bienal de São Paulo. Nessa série, o artista pinta imagens fotográficas, mas ainda aplicando camadas bastante espessas de tinta em telas que se situam entre a ilusão da imagem fotográfica e a presença concreta da superfície da tinta.
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