

J. Steinmann
Basiléia, 1800-1844Litografia
22 x 30 cm (medida externa).
Integra o álbum "Suvernirs do Rio de Janeiro", considerado um dos primeiros e mais atraentes conjunto de gravuras sobre o Rio de Janeiro publicado na Europa no séc. XIX.
Reproduzida no livro Brasiliana Itaú, pag. 55 e 187.
Lote não exposto cod.l5
Após a chegada da corte portuguesa em 1808, a Imprensa Régia brasileira foi estabelecida, impulsionando o desenvolvimento das técnicas de impressão no país. Em 1825, Johann Jacob Steinmann, um jovem litógrafo suíço, foi contratado para dirigir a primeira escola de impressão do Brasil, fundada pelo governo brasileiro.
Nessa época, os ateliês litográficos se multiplicaram no país e se tornaram responsáveis pela divulgação dos registros dos artistas, especialmente dos viajantes estrangeiros. A litografia foi o principal meio de circulação e difusão das imagens, devido à rapidez na execução e à possibilidade de reutilização das matrizes, tornando os ateliês particulares um negócio próspero.
Ao retornar à Europa em 1833, publicou seu próprio álbum intitulado "Souvenirs de Rio de Janeiro", contendo 12 gravuras. Surpreendentemente, em vez de usar a litografia, Steinmann optou pela água-tinta, uma técnica mais sofisticada que utiliza matriz de cobre. O álbum foi um dos primeiros conjuntos de gravuras sobre a cidade publicados na Europa durante a primeira metade do século XIX. As imagens apresentam molduras florais com desenhos de índios, tipos de rua e frutas brasileiras, possivelmente inspirados nos registros de Johann Moritz Rugendas.
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