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Biografias

 

Rubens Gerchman

Nasceu no Rio de Janeiro em 1942 . Estudou no Liceu de Artes e Oficio (1957/58)  e xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes (1960/61).

Em 1965, Gerchman é um dos expositores da Bienal de São Paulo e da Mostra Opinião 65 no MAM – RJ. No texto de apresentação desta exposição Ceres Franco a considera como A exposição da ruptura. Ruptura com a arte do passado.

Tendo como perspectiva a estética da pop art americana e do novo realismo europeu, tiveram quadros expostos Antonio Dias, Hélio Oiticica, Rubens Gerchman, Ângelo e Adriano de Aquino, Vergara, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães.

Sem a mesma força ela aconteceu também em 1966, contando com a presença de Gerchman também.

Segundo Ruy Castro, Gerchman trabalhou na revista Sétimo Céu e em uma exposição em uma exposição em 1967, Nara Leão viu uma sua serigrafia chamada  A Bela Lindonéia, A Gioconda do Subúrbio que era uma leitora de fotonovelas, que faleceu aos 18 anos sem encontrar um amor.

Desta serigrafia, Caetano Veloso segundo este autor, inspirou - se para escrever uma das principais músicas do Movimento Tropicalista - Lindonéia

Em 1967, ele organiza na galeria G - 4, no Rio de Janeiro, a primeira exposição de Hélio Oiticica  e participa da mostra Nova Objetividade Brasileira com Aluísio Carvão, Hélio Oiticica, Glauco Rodrigues, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães, Ferreira Gullar, Geraldo de Barros, Sergio Ferro ....

De 1968 a 1972, vive nos Estados Unidos  e é um dos fundadores do Museu latino Americano do Imaginário e retornando ao Brasil estabelece residência em São Paulo de 1973 a 1975.

Neste ano é fundada a revista Malasartes, destinada a um público interessado em arte de vanguarda tanto a brasileira quanto a internacional, focando principalmente a arte conceitual e Gershman faz a série sobre a Lou - Maria de Lourdes de Oliveira – que juntamente com um noivo participou do assassinato de seus namorados anteriores.

Seu primeiro número saiu em setembro de 1975, dirigida por Mário Aratanha e no seu Conselho Editorial estavam Vergara, Gerchman, Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Carlos Zílio ....

De 1975 a 1979, Gerchman dirige o Instituto de belas Artes que na sua gestão, torna - se a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Em 1981, inaugura no MAM - RJ, a mostra Do Moderno Ao Contemporâneo - Coleção Gilberto Chateubriand sendo os curadores o crítico Wilson Coutinho e Fernando Cocchiarale.

Além de Gerchman, havia obras dos artistas Roberto Magalhães, Di Cavalcanti, Guignard, Tarsila do Amaral, Goeldi, Djanira,  Antonio Manuel, Antonio Bandeira, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Milton Dacosta, Anna Bella Geiger,  Frans Krajcberg.

Em 1983, é um dos artistas convidados para expor na Exposição Brasil Pintura em Belo Horizonte no Palácio das Artes.

Fez exposições individuais em :
1994 e 1998, Museu Nacional de Belas Artes; 2000, Galeria Jean Boghici, Rio de Janeiro
2001, Museu de Arte Contemporânea, Niterói.
Participou de diversas  Bienais desde 1965 e teve várias bolsas de estudo no exterior apresentando suas obras em pintura, escultura, desenho.


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