Oswaldo Goeldi
1895-1961
Gravador, desenhista, ilustrador e professor. Nasceu
na cidade do Rio de Janeiro, viveu dos 6 aos 24 anos
na Suíça, onde, no período da 1ª.
Guerra Mundial, abandonou o curso da Escola Politécnica
para se matricular na École des Art et Métiers.
Decepcionado com a escola, passou a ter aulas com Serge
Pahnke e Henri van Muyden. No mesmo ano, 1917, realizou
sua primeira exposição individual em Berna,
quando conheceu a obra do austríaco Alfred Kubin,
seu grande mentor artístico. Na mesma época
tornou-se amigo de Hermann Kümmerly, com quem fez
suas primeiras litografias. De volta ao Brasil, em 1919,
tornou-se ilustrador de revista. Dois anos depois, ao
expor no saguão do Liceu de Artes e Ofícios,
aproximou-se de pessoas interessadas na renovação
da arte. A partir de 1923, dedicou-se intensamente à
xilogravura, que conheceu com Ricardo Bandi. Fez imagens
para revistas, livros e periódicos. Em 1930 lançou
o álbum 10 Gravuras, prefaciado por Manuel Bandeira,
cuja venda permitiu seu retorno à Europa, onde
expôs em Berna e em Berlim. Por volta de 1832
retornou ao Brasil e começou a experimentar o
uso da cor em xilogravuras. Consolidado como ilustrador,
expôs na 25ª. Bienal de Veneza em 1950 e
ganhou o Prêmio de Gravura da 1ª. Bienal
Internacional de São Paulo em 1951. Cinco anos
depois, no MAM-SP, foi realizada sua primeira retrospectiva.
Sua carreira como professor começou em 1952 e,
após três anos, passou a ensinar xilogravura
na Escola Nacional de Belas Artes a alunos como Antonio
Dias, Gilvan Samico e Anna Letycia. A obra de Goeldi
já participou de mais de uma centena de exposições
póstumas no Brasil, Argentina, França,
Portugal, Suíça e Espanha. Dentre as mais
recentes estão Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento,
em 2000, e Autonomia do Desenho, no MAM-RJ, em 2003.
Site: www.oswaldogoeldi.com.br
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