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Biografias

 

Lasar Segall

Nasceu em 1890 em Vilna, na Rússia. Em 1906 viajou para a Alemanha aonde estudou nas academias de Berlim  e Dresden. A partir de 1910 começou a expor e a viajar. Data de 1912 a sua primeira viagem ao Brasil,1913 fez sua primeira mostra, ficando aqui definitivamente a partir de 1923 e naturalizando - se em 1929.

Foi um dos expoentes do movimento modernista a partir de 1923.

Nos anos 30, Lasar teve múltiplas atividades. Em 1932 fundou e presidiu a Sociedade Pró-Arte Moderna. Fazia parte do grupo de fundadores artistas como Anita Malfatti, Antonio Gomide, Gregori Warchavchik, Lasar Segall, Mario de Andrade, Paulo Rossi Osir, Sergio Milliet, Olívia Guedes Penteado, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret e Vittorio Gobbis. Esta sociedade tinha como objetivo aproximar os artistas do seu público através de conferências, exposições e bailes O propósito da sociedade era estreitar as relações entre os artistas e aproximá-los do público. Para isso realizou exposições, conferências, recitais e bailes como o baile de carnaval organizado por Guignard neste mesmo ano.

De cunho mais radical foi também fundado o Clube dos Artistas Modernos por Antonio Gomide, Carlos Prado, Di Cavalcanti e Flávio de Carvalho. Queria promover também uam aproximação com o público, mas de maneira mais politizada e ao contrário do Clube presidido por Segall, se preocupava em defender os interesses da classe.

É interessante notar que estes Clubes surgem em 1932 em São Paulo quando o Estado sai derrotado da Revolução Constitucionalista e muitos dos seus líderes partem para o exílio.

Em 1935 Segall participa da Exposição Arte Social que contava com obras de Santa Rosa, Di Cavalcanti, Portinari, Goeldi, Guignard, Carlos Leão,  Lasar Segall e Cícero Dias.

Em 37 e 38, participa do I  e do II Salão de Maio e  representa o Brasil no Congresso Internacional de Artistas Independentes e  em 1940, inicia   a sua obra Visões da guerra, que vai até 1943, destacando - se Guerra produzido em 1942.

Expõe em 1943  no MNBA do Rio de Janeiro.Devido ao sucesso que causou, esta exposição passou a ser considerada a  mais importante mostra da sua vida.

Foi cenógrafo, produzindo cenários para o ballet Sonhos de Uma noite de Verão representado no Teatro Municipal de São Paulo, e participou do curta metragem dirigido por Ruy Santos.  Como muitos modernistas, passou a trabalhar com temáticas sociais - Progrom (1936/1937), Navio de Emigrantes (1939/1941), Guerra (1942), Campo de Concentração (1945), Êxodo (1947)

O Destaque desta fase é o álbum Mangue com 43 pranchas em zincografia, 3 xilogravuras e uma litografia. Acompanhando os seus desenhos escreveram textos os escritores Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira.

Na década de 50 Lasar Segall recebeu diversas homenagens começando com uma retrospectiva da sua obra no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1951, seguindo - se  a exposição de sua obra em uma sala especial na Bienal de 1955.

Lasar Segall morreu em 1957 mas na década de 60, ele continuou a ser objeto de exposições começando em 1961, no MNBA onde já havia exposto em 1943 com grande sucesso, seu maior sucesso em exposições .   Tendo como seu endereço São Paulo, desde que chegou ao Brasil,foi transformada em museu a sua residência e ateliê - o Museu Lasar Segall.

É um dos artistas mais conceituados do país e em razão deste apreço por sua obra, no seu centenário em 1991,foi organizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro uma exposição denominada Segall e o Rio de Janeiro, e  na mesma época o Museu da Chácara do Céu reuniu 38 esculturas de Segall criadas entre  1929 e 1954.

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