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João Baptista da Costa
Natural de Itaguaí município limítrofe a Real Fazenda de Santa Cruz no Estado do Rio de Janeiro em 1863. Seus pais não tinham poses e aos 8 anos ficou órfão de pai e mãe indo morar em casa de parentes da qual fugiu vindo para a Corte, em 1873. Em 1876 entra para o Asilo dos Meninos Desamparados aonde aprende encadernação, música e desenho.
Souza Lobo seu professor no Asilo, o incentiva a ir estudar na Imperial Academia de Belas Artes ingressando como aluno em 1885 um ano após Grimm ter rompido com esta instituição e se estabelecido em Niterói com um grupo de artistas que constituíam o Grupo Grimm - Castagneto, Antonio Parreiras entre outros
Foram seus professores nesta instituição J. Maria de Medeiros e Zeferino da Costa.
Cinco anos após, concorre a Exposição Geral. Baptista da Costa se forma como artista em um momento em que se inicia a reforma do ensino das belas artes opondo dois grupos : os modernistas (Visconti, os irmãos Bernadelli, Rodolfo Amoedo) e os positivistas (Décio Villares) e em 1891 realiza a sua primeira amostra individual.
Em 1893 enquanto o Rio vivia momentos turbulentos devido a Revolta da Armada, Baptista da Costa ganha o prêmio de viagem a Europa com o quadro “Repouso”.
Em 1906 ele se torna professor de pintura e em 1915 torna - se catedrático de pintura e diretor da Academia até o seu falecimento em 1926.
Baptista da Costa foi principalmente um paisagista mas ao contrário de pintores anteriores como Agostinho da Motta que pintavam a natureza brasileira com um viés europeu, Baptista da Costa trouxe para os seus quadros as cores do país vistos em várias pinturas como por exemplo Fim da Jornada de 1904; Tranqüilidade, de 1912; Manhã pintada no Alto da Serra de Petrópolis em 1915; Sapucaieiras engalanadas de 1922; A Caminho do Curral e Petrópolis de 1925 entre outros.
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