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Biografias

 

Ivan Serpa

Nasceu em 1923 no Rio de Janeiro. Em 1946, Ivan Serpa, se encontra no Ateliê de pintura e modelagem criado no Serviço de Terapêutica Ocupacional do Hospital Psiquiátrico D. Pedro II dirigido pela doutora Nise da Silveira.

Em 1947, acontece a primeira exposição dos internos e  o gravador austríaco Axel Leskoschek se estabelece no Rio com ateliê na Glória, tendo entre seus alunos Fayga Ostrower, Ivan Serpa e Décio Vieira.

Em 1951 ganhou o prêmio de jovem pintor nacional na I Bienal de São Paulo com o quadro Formas.

Em 1952, é convidado por Niomar Sodré, a dar aulas no recém inaugurado MAM - RJ.  Ivan que nunca deixou de ser professor do MAM, inicialmente organizou um curso para crianças estendendo posteriormente para adultos, sendo um dos seus alunos , Aloysio Carvão e de 1950 a 1954 ele trabalhou também, na seção de restauração da Biblioteca Nacional.

A I Bienal de São Paulo foi um grande divisor de águas para a arte plástica brasileira. Acompanhando as tendências européias que estavam  propondo uma união entre a arte, a produção industrial e o novo cotidiano, de pós guerra democratizando o  acesso à arte em um movimento chamado de   concretismo. Este movimento estendia a sua   representação na  arquitetura  e no desenho industrial.

Ele chega  ao Brasil  em 1950, através da exposição de um dos seus expoentes, o arquiteto e escultor suíço Max Bill.

Nas artes plásticas acompanhando o concretismo, inicia - se    o abstracionismo  que se desenvolve em torno do concretismo, enfatizando as formas mais geométricas, precisas, sendo seus principais representantes no Rio de Janeiro, Amílcar de Castro, Aloysio Carvão, Franz Weissmann, Helio Oiticica, Ivan Serpa, Lygia Clark, Ligia Pape.

Em 1953 Ivan Serpa organiza a I Exposição Nacional de Arte Abstrata no Hotel Quitandinha em Petrópolis que contou com a participação de Abraham Palatinik, Aloísio Carvão, Anna Bella Geiger, Antônio Bandeira, Antônio Luiz, Antônio Maluf, Décio Vieira, Edmundo Jorge, Ellmer Gollmer, Evelyn Stupacof, France Dupaty,  Fayga Ostrower, Ivan Serpa, J. Jardim de Araújo, J. Mattos, Lygia Clark, Lygia Pape, Liu, Margareth Spence, R. Almeida, Ramiro Martins, Rossini Perez, Santa Rosa e Zélia Salgado.

Neste mesmo ano, Serpa funda o Grupo Frente formado por  Aluísio Carvão, João José da Silva Costa, Vicent Iberson, Carlos Val, Décio Vieira Eric Baruch, Rubem Ludolf, César e Hélio Oiticica, Elisa Martins da Silveira, Lygia Pape e Lygia Clark, Franz Weissmann e Abraham Palatnik.

Em 1955 acontece a 2ª Exposição do Grupo Frente no MAM com a participação de  Aluísio Carvão, João José, Vicent Iberson, Carlos Val, Décio Vieira, Eric Baruch, Rubem Ludolf, César e Hélio Oiticica, Elisa Martins da Silveira, Lygia Pape, Lygia Clark e Franz Weissmann.

Em 1957 Ivan Serpa ganha o Prêmio de Viagem ao Exterior e em 1962 o Prêmio de viagem ao País.

Outra linha do abstracionismo se desenvolveu a partir das aulas de gravação de Iberê Camargo e em São Paulo, cria - se o grupo Ruptura identificado com um concretismo menos subjetivo.

As divergências entre estes dois grupos paulistas e cariocas se acirram depois do surgindo o neo concretismo contrários a rigidez dos paulistas.

Em 1959. o Jornal do Brasil publica o Manifesto Neoconcreto se afastando dos concretistas e  estes fazem também uma exposição no MAM. Este manifesto, tinha a assinatura de Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Ferreira Gullar( também aluno de Ivan Serpa), Lygia Clark, Lygia Pape, Reynaldo Jardim que vão também expor na Mostra Neoconcretista do MAM Rj que reuniu obras de outros artistas identificados com esta tendência, como Helio Oiticica, Aluisio Carvão e Franz Waissmann

O que marca os anos 60 é o fim do modernismo  iniciando uma diversificação nas artes plásticas.

Um exemplo desta pluralidade, é o trabalho de Manabu Mabe por exemplo identificado com o abstracionismo lírico e que sofreu influências do expressionismo americano.

Estas novas tendências da arte brasileira estarão representadas na Mostra – Opinião no MAM RJ em 1965. Segundo o texto de Ceres Franco publicado no catálogo de apresentação da mostra, "é uma exposição de ruptura. Ruptura com a arte do passado. O exemplo vitorioso da pop-art americana e as realizações do novo realismo europeu encontram eco no jovem artista de vanguarda (...) A jovem pintura pretende ser independente, polêmica, inventiva, denunciadora, crítica, social, moral. Ela se inspira tanto na natureza urbana imediata como na própria vida com seu culto diário de mitos."

Expuseram nesta mostra Ângelo e Adriano de Aquino, Vergara, Gerchman, Roberto Magalhães, Helio Oiticica, Ivan Serpa, Flávio Império.

Esta mostra aconteceu novamente em 1966, tendo dela participado novamente, Ivan Serpa.

Em 1967, acontece a exposição que teve a presença de Ivan Serpa e de vários componentes do Grupo Frente no MAM – RJ, a   Nova objetividade brasileira, que, segundo Frederico Morais (um dos organizadores), "é o primeiro balanço das diferentes correntes da vanguarda em nosso país, depois do golpe de 1964". Na mostra Hélio Oiticica apresenta pela primeira vez um "ambiente instalação", que denomina posteriormente de Tropicália.

No ano de 1973 as artes plásticas perdem Ivan Serpa, Flávio de Carvalho e Tarsila do Amaral.

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