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Biografias

 

Emiliano Di Cavalcanti

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu em 1897, na cidade do Rio de Janeiro. Começou a carreira artística em 1908. Publicou seu primeiro trabalho como caricaturista na Revista Fon-Fon em 1914. Foi, em 1917, para São Paulo onde freqüentou aulas de direito no Largo São Francisco e também no ateliê do pintor impressionista Georg Elpons (1865-1939). Realizou a primeira exposição individual de caricaturas na livraria O Livro. A partir de 1918, integrou o grupo de artistas e intelectuais de São Paulo com Oswald de Andrade (1890-1954) e Mário de Andrade (1893-1945), Guilherme de Almeida (1890-1969) , entre outros. Foi um dos idealizadores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, autor do material gráfico da exposição. Mudou-se para a Europa como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, montou ateliê em Montparnasse e freqüentou a Academia Ranson, onde conheceu artistas e intelectuais. Retornou ao Rio de Janeiro em 1925, e em 1928 filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB). No ano seguinte, fez a decoração do foyer do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Em 1931 participou do Salão Revolucionário e fundou, em São Paulo, em 1932, com Flávio de Carvalho (1899-1973), Antonio Gomide (1895-1967) e Carlos Prado (1908-1992), o Clube dos Artistas Modernos - CAM. Na Revolução Constitucionalista foi preso por três meses como getulista. Em Paris, em 1938, trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940; publicou poemas na Antologia de Poetas Brasileiros, organizada por Manuel Bandeira (1884-1968). Publicou o livro de memórias Viagem da Minha Vida: memórias em três volumes (V.1 - Testamento da Alvorada, V.2 - O Sol e as Estrelas e V.3 - Retrato de Meus Amigos e ... dos Outros) editado pela Editora Civilização Brasileira. Premiado em 1971 pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte - ABCA. Em 1972 publicou o álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti, pela Editora Onile, e recebeu o Prêmio Moinho Santista. Em Salvador, ganhou o título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia - UFBA, em 1973. Di Cavalcanti foi pintor, ilustrador, caricaturista, desenhista, gravador e muralista.

Foi o maior colunista de nossa arte, empregando uma palheta com cores dissimuladas e variações incontáveis, sua obra consta em várias coleções nacionais, internacionais com grande cotação.

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