Cosme Martins
Ainda no Maranhão, freqüentou cursos de História de Arte Brasileira com Alberto Cipiniuk (1983) e Desenhos Artísticos com Rubens Gerchman (1984). No MAM do Rio de Janeiro, em 1986, teve orientação de Kate van Scherpenberg, Luiz Áquila, José Maria Dias da Cruz e Aluísio Carvão. “O mais surpreendente na obra de Cosme Martins é a coerência da linguagem adotada, cuja referencia mais imediata encontramos no extraordinário acervo da azulejaria colonial, enriquecendo a arquitetura de São Luiz. Há uma identidade subliminar neste enfoque, resultante de convivência humana do artista com seu meio, ativada por um olhar registrado de primeira qualidade. E este reflexo não se faz, em nenhum momento, anedótico ou discursivo: o que passa para a pintura de Cosme Martins é a própria alma da cidade, no que tem de particular, universalizada pela receita minimalista de signos registrados. Não estamos distante, tampouco, de um sistema de escrita, de uma semiologia que induz a leitura a partir de um movimento anatômico situado no âmbito do código. A leitura referida torna-se assim, aberta, como a uma leitura capaz de refletir o testamento do homem no plano de criação.”
Fonte: Walmir Ayala, 1987 - Dicionário de Pintores Brasileiros
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