Cicero Santos Dias
Cicero Dias nasceu em 1907, em Escada, no estado de
Pernambuco. Começou a estudar desenho ainda em
sua terra de origem. Foi para o Rio de Janeiro em 1920,
onde se matriculou nos cursos de arquitetura e pintura
da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), em 1925. Já
em 1928, realizou a primeira exposição
individual, no Salão da Policlínica. Aí
entrou em contato com o grupo modernista e em 1929 passou
a colaborar com a Revista de Antropofagia. Participou
do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, organizado por
Gilberto Freyre (1900-1987), em Recife. No ano de 1931,
no Salão Revolucionário (Enba), expôs
o polêmico painel Eu Vi o Mundo. . . Ele Começava
no Recife. Começou a ensinar desenho em seu ateliê,
no Recife, em 1932. Ilustrou Casa Grande & Senzala,
de Gilberto Freyre, em 1933. Fez os cenários
do balé O Jurupari, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
e Sérgio Lifar, em 1937. Em seguida, viajou para
Paris, onde conheceu Georges Braque (1882-1963), Henri
Matisse (1869-1954), Fernand Léger (1881-1955)
e Pablo Picasso (1881-1973), de quem se torna amigo.
Entre 1945 e 1950, integrou o grupo abstrato Espace,
da Escola de Paris. Em 1948, realizou o mural do edifício
da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco,
tido como o primeiro trabalho abstrato do gênero
na América Latina. Foi homenageado com sala especial
na Bienal Internacional de São Paulo em 1965.
A Rede Globo de Televisão realizou filme sobre
a sua vida e obra, com texto de Rubem Braga (1913-1990),
em 1978. Em 1991, ele inaugurou um painel de 20 metros
na Estação Brigadeiro do Metrô de
São Paulo. No Rio de Janeiro, a Sala Cicero Dias
foi aberta no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA.
Aos 91 anos, ele recebe do governo francês a Ordem
Nacional do Mérito da França, em 1998,
país onde residiu até sua morte.
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