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Cândido Portinari
Portinari nasceu em Brodowski em 1903, vindo a falecer aos 58 anos, no Rio de Janeiro em 1962.
Começou a lidar com pintura na restauração da igreja de sua cidade natal onde segundo Carlos Rubens sofreu forte influência de um pintor local chamado Palanim – figura notável de Brodowski e o grande mestre de Portinari, influência subterrânea, porém mais decisiva que as de Chagall, Modigliani, De Chirico.
Portinari se mudou para o Rio de Janeiro e começou a estudar no Liceu de Artes e Oficio em 1918, passando em 1921 para a Escola Nacional de Belas Artes. Mesmo tendo vendido o seu primeiro quadro , Baile na Roça em 1920, no salão de Arte Moderna de 1922 ele praticamente não apareceu.
Mas Portinari não esmoreceu. Em outros salões da década de 20, amealhou medalhas até o salão de 1928, quando conquistou o Prêmio de Viagem que o permitiu conhecer a Europa especialmente a França, Itália, Inglaterra e Espanha. Após dois anos de viagem voltou ao Brasil expondo no salão Revolucionário de 1931.
Em 1934, expõe na Galeria Ita, e o Diário da Noite de São Paulo publica um artigo de Mário Pedrosa sobre esta exposição e em 1935 ele produz o óleo sobre tela Café que recebe menção honrosa na Exposição Internacional de Pittsburg e leciona no Instituto de Artes – que tinha no seu quadro de professores além de Portinari, Lucio Costa, Carlos Leão, Guignard e Villa-Lobos. Cria - se o Grupo Portinari, tendo como participantes Alcides da Rocha Miranda, Burle Marx e outros.
Seu engajamento político como de outros artistas da época se manifesta em exposições como a Exposição Arte Social que contou com peças de Santa Rosa, Di Cavalcanti, Portinari, Goeldi, Guignard, Carlos Leão, , Lasar Segall e Cícero Dias.
Fez parte do grupo Família Artística Paulista fundado em 1937 e formado por artistas de origem proletária como -: Anita Malfatti, Aldo Bonadei, Bruno Giorgi, Clovis Graciano, Ernesto de Fiori, Mario Zanini, Fulvio Pennacchi, Rebolo, Carlos Scliar, Vittorio Gobbis e Volpi.
Portinari é convidado para vários trabalhos oficiais como Mural para o Monumento Rodoviário em 1936 e Lúcio Costa o convida para vários trabalhos oficiais que o levam a exposição de arte moderna do Instituto Carnegie em 1937 e em 1939 foi o responsável pelos painéis do Pavilhão Brasileiro na Feira Internacional de Nova York e participa da exposição Latin American Exhibition of Fine Applied Art no Riverside Museum de Nova York. Além de Portinari participaram deste evento,Pancetti, Eugenio Sigaud e Edson Motta. Em 1940 a consagração : uma exposição no MOMA de N. York.
Como vários modernistas começou a trabalhar temáticas sociais na década de 40, destacando – se o seu Retirante e a Criança Morta de 1944. Mas Portinari foi mais longe. Filiou – se ao Partido Comunista e se comenta que a série Dom Quixote, foi criada para angariar fundos para o Partido Comunista, que estava organizando o seu congresso em 1942, o famoso Congresso da Mantiqueira.
Sua identificação com a ideologia comunista – que o forçou a se exilar no Uruguai – vai leva- lo a ter problemas em 1944 com o DIP ao criar figurinos e cenários para o balé Iara que seria protagonizado por uma Companhia Russa.
Quando prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitchek o chama para mais uma "dobradinha" com Oscar Niemeyer como aconteceu no prédio do Ministério de Educação no Rio e na Feira Internacional de Nova York. Agora o prefeito Juscelino, quer construir uma capela em uma local distante do centro de Belo Horizonte em um bairro chamado Pampulha. Portinari faz um mural e um painel de azulejos em 1944 sobre São Francisco e no ano seguinte, a Via Sacra.
Em 1946 foi agraciado pelo Governo Francês com a Legion D' Honeur e expôs na Galeria Charpentier.
Mas não só quadros trabalhava Portinari. Ele produziu outros Murais além do que fez para a Igreja da Pampulha e para o Monumento Rodoviário em 1936. Para o Banco Boavista – A Primeira Missa; Tiradentes para o Colégio Estadual de Cataguases e a Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia para o Banco da Bahia. Em 1959 Inconfidência Mineira para o Banco para o Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais e o seu mais conhecido data de 1957 – Guerra e Paz para a sede da ONU.
Produziu também painéis sendo o mais conhecido o realizado no 4º Centenário da Cidade de São Paulo em 1954 para o jornal O Estado de São Paulo denominado - Fundadores do Estado de São Paulo e no mesmo ano O Descobrimento do Brasil para o Banco Português do Brasil.
Portinari expôs na Bienal de Veneza em 1950 e foi eclético nos prêmios recebidos.Pelo mural Tiradentes, ganhou o maior prêmio concedido pelo regime comunista para estrangeiros – O Prêmio Internacional da Paz em 1950 e em 1955 o de melhor pintor pelo International Fine Arts Council.
Portinari, carregava uma maldição : era alérgico a tinta lhe sendo proibido pelos médicos pintar a óleo. Não obedeceu vindo a falecer aos 58 anos, no ano de 1962 na Casa de Saúde São José.
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