Antonio Gonçalves Gomide
1895-1967
Nascido em Itapetininga (SP) e falecido em Ubatuba
(SP). Seguindo as vésperas da I Guerra Mundial
com a família para a Suíça, matriculou-se
em 1915 na Academia de Belas Artes de Genebra, sendo
aluno de Gillard e de Ferdinand Hodller. Em 1923 em
Paris, conheceu Picasso, Braques entre outros pintores
ligados ao cubismo, e outros movimentos vanguardistas
de arte, sofrendo-lhes o impacto, mesclado com forte
influência do Art Deco. Durante o tempo em que
viveu na França, Gomide expôs no Salom
d'Automne, no Salom des Independants. Em fins de 26,
Gomide veio outra vez rapidamente para o Brasil, expondo
na ocasião em São Paulo. Em 1928, de novo
regressou a Europa, para só alguns meses depois
voltar ao Brasil em caráter definitivo. Em 1932
esteve entre os fundadores tanto da Sociedade Pro-Arte
Moderna quanto do Clube dos Artistas Modernos. A década
de 30 é de fundamental importância na carreira
do artista, que se entrega a elaboração
de uma série de grandes afrescos, em São
Paulo e Campos do Jordão, também preparou
cartões para vitrais, destinados a igrejas e
a edifícios públicos. Figurou em coletivas
da importância do Salão de Maio (1937 s
1939). A partir de 1940, sua atividade diminuiu, até
quase estancar nas décadas de 1950 e 1960, quando
já praticamente cego, voltou para a escultura.
Em 1941, participou da mostra coletiva da Feira Internacional
das Indústrias e dez anos depois, da I Bienal
de São Paulo, realizou também individuais
em 1963 e 1967, sempre em São Paulo. Um ano apenas
depois do seu falecimento, o Museu de Arte Contemporânea
da Universidade de São Paulo dedicou-lhe importante
retrospectiva.
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