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Biografias

 

Abramo Livio

1903, Araraquara, SP - 1992, Assunção, Paraguai

Passou parte de sua infancia na cidade de Santos e em outras cidades do interior de São Paulo, como Itacaré, onde trabalhou na serraria de seu pai no inicio da década de 20. Estudou no colégio Dante Alighieri, cursando desenho com Enrico Vio, onde iniciou seu amor pelas artes plásticas. Iniciou-se como gravador em 1926. Em 1930, já trabalhava fazendo desenhos de moda em anúncios, neste mesmo ano entrou para o Partido Comunista, de onde foi expulso em 1932. Trabalhou também como jornalista no Diario da Noite em 1931, profissão na qual se dedicou bastante paralelamente as artes pois foi fundador do sindicato dos jornalistas do estado de São Paulo em 1937. Realizou uma série de gravuras, entiluladas operários no ano de 1933, onde já pode demonstrar todo o seu talento na arte da gravura. Fez sua primeira exposição em 1944, no atelier do pintor Clóvis Graciano, em 1950 ganhou o prêmio de viajem à Europa no salão de arte moderna, que fez com que o mesmo conhecesse vários paises do continente europeu, em 1951, em París, realizou um curso de aperfeiçoamento em gravura em metal com o mestre Stanley Hayter. De volta ao Brasil, participou das Bienais de 1951 e 1953, onde ganhou o prêmio de melhor gravador, também partipou da Bienal de Veneza e da Bienal de Tokio. Em 1956, viaja pela primeira vez ao Paraguai, pais para o qual mudou definitivamente em 1962, gerando a partir dai forte influência em sua obra. Participou como jurado da 4° Bienal de São Paulo em 1957. Foi fundador do estúdio do gravador em 1960, junto com Maria Bononi. Ilustrou vários livros com suas xilogravuras, entre eles: PELO SERTÃO, ROSA DE AMOR, E MUITOS OUTROS... Foi também professor de arte em xilogravura e também diretor do Museu de Arte Moderna em São Paulo. Em 1991 recebe prêmio de honra da fundação Bienal, e também o prêmio de personalidade do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1994, participou da exposiçao Brasil-Paraguai na galeria do Memorial da América-Latina. Em 2003, foi feita uma exposição 100 anos de Lívio Abramo, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Trata-se sem duvida de um dos maiores gravadores que esse pais produziu, seu curriculum é repleto de riquezas artisticas que fazem do seu trabalho um verdadeiro patrimônio das artes no Brasil.

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